(Fonte: mymost-hiddensecrets)
“A DOR QUE DÓI MAIS - Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.”
Eu sinto tanta falta de vocês que as vezes chega até doer o meu coração.
São tantas as lembranças e histórias dos momentos que passamos juntos.
Como eu sinto saudade de ir ao colégio todos o dias e ter a certeza de que encontraria cada um de vocês com um sorriso e um abraço assim que eu chegasse.
As lembranças do tempo em que a gente saia de bobeira pra zuar, o ultimo playcenter que com certeza foi o melhor, todo mundo junto curtindo o mesmo momento e a frase que eu nunca vou esquecer “Essa é a nossa despedida, mas venha o que vier continuaremos amigos para sempre..”
As brigas que tivemos por besteiras essas foram muitas, mais não deixaram de ser engraçadas.
AAH quantos foram nossos momentos felizes, fazíamos isso com a consciência de que um dia nossas vidas tomariam rumos diferentes e que cada um iria fazer seu destino, ter a sua vida.
Mas o que realmente me conforta é que mesmo com a distância, desencontros e rotina estamos sempre juntos, pois a amizade rompe todas as barreiras e faz da enorme distância um mínimo detalhe.
Vocês são o pedaço da minha vida, e varios capítulos da minha história.
”Pode ser que um dia tudo acabe… Mas, com a amizade construiremos tudo novamente, Cada vez de forma diferente. Sendo único e inesquecível cada momento Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.”
Você torna tão difícil tudo, porque se importa demais com o que os outros vão pensar, ninguém vai devolver sua vida quando perceber que deixou tudo pra trás
eu chegaria assim. Como quem não quer nada. Com a mesma cara de cachorro vagabundo. Te olharia como criança olha adulto. Por baixo sabe…Com cara de quem botou fogo no rabo do passarinho. Tiraria o cabelo dos olhos. E falaria qualquer coisa que simplesmente não ia servir. E você teria vontade de pular no meu pescoço. De bater em mim com o que tivesse em mãos. E eu falaria do seu jeito de falar. De como eu te amo quando fica brava. E você ficaria mais brava ainda. Mas me daria um sorriso. Aí eu falaria do seu sorriso. E a gente falaria um pouco sobre qualquer coisa que na verdade não interessa. Porque só interessaria mesmo estar ali. Senão você não sorriria pra meu olhar cretino. Senão não estaríamos ali… Nesse ritual de palavras que não deixa de ser maravilhoso. Protelando e protelando o momento de mais um beijo. Longo, apertado e vagabundo… como nós
Sou assim, viciado em vícios. Um gosto bizarro e incontrolável por maus hábitos. Gosto de enlouquecer as vezes, seja sóbrio ou bêbado. Pareço uma chaleira fervendo o tempo todo que por vezes precisa apitar pro mundo baixar o fogo por algum tempo. Mas que sempre volta a ficar quente. Quente pra porra… Não consigo evitar, é a maneira que mais amo de viver minha vida. E não consigo deixar de olhar para as vidas chatas de pessoas mediocres, certinhas, que tentam o tempo todo não surtar pra serem aceitas. No meu bairro, no metrô, nas ruas, na televisão, até mesmo nas baladas onde vão sei lá porque, sentam num canto na hora que chegam e só levantam os rabos na hora de irem embora… No meu mapa de existência mundial elas estão marcadas com a cor cinza e representam as áreas idiotas e nada divertidas. E isso não tem a ver com ser bem louco, com encher a lata e tudo mais. Tenho amigos que nem cerveja tomam e que piram mais que qualquer alcoólatra que conheço. Tem a ver com o jeito que a gente encara a vida saca? Fico pensando que essas pessoas chatas devem trepar só de luz apagada pra não olharem umas nos olhos das outras e apenas pela necessidade de cagar mais chatinhos no mundo pra cuidar de toda grana que enfiaram a vida toda no rabo de algum banqueiro chato e não tiveram a oportunidade de gastar aos 80 e poucos anos de idade. A maioria delas tem filhos “geminha mole” sabe? Aqueles que moram na casa dos pais a vida toda e que aos 40 anos gritam do quarto pra mãe na cozinha “mãe faz o meu ovo com geminha mole por favor?”… Aí conhecem alguma decadente morfética qualquer no bingo da igreja, casam e levam também pra morar com os pais. E tem sempre uma pobre velhinha viciada em remédios e em limpeza que fica pensando onde que errou na vida pra ter gerado um hipopótamo míope e sem pernas e não uma pessoa que pelo menos vai até a padaria sozinha… E se a gente pergunta porque não vão viver suas porras de vidas respondem que não são bobos, que podem só ficar ali e esperar os velhos morrerem pra ficarem com a casa. O Ipiranga é cheio desses porras. É só olhar nos mercados, tem sempre um quarentão fazendo compras com alguma velhinha perdida… Bom, mas fodam-se eles. O fato é que eu seria um suicida em potencial se acordasse e me visse preso nas áreas cinzas do planeta. Tá que eu não sou tudo o que queria ser, mas pelo menos não sou o que não queria. Já está melhor, ao meu ponto de vista. Sempre que sinto a chaleira ferver dou uns gritos, arranco a roupa, mostro o pinto, faço qualquer porra dessas e o vapor volta um pouco pra dentro. Por um tempo, é claro. Bom, já disse que sou uma criatura estranha né… No mínimo isso. Mas prefiro assim. Incomodo meus amigos a noite. Todos percebem quando estou com telefone em casa… Mas a escolha é deles. Geralmente minha fama chega antes de mim e todo mundo já sabe o que significa conviver comigo. Na verdade ninguém aguenta muito tempo… Mas já estou acostumado. Alguns sempre voltam. Alguns voltam, ficam uns cinco minutos, lembram e estampam na cara uma vontade absurda de sair correndo gritando. Mas sempre tem um ou outro. E tem as meninas. Eu tenho a minha menina, que acorda do meu lado, aprendeu a sobreviver a meus surtos e que deve ser um pouco mais maluca que eu pra estar comigo a tanto tempo. Tem as outras que colam, tiram uma casquinha da gente, aguentam um tempo e saem fora. As vezes bebem demais, as vezes não, as vezes ajudam a limpar a zona que fazem, as vezes não, mas vira e mexe estão por lá. Aí eu acordo as três da manhã, acendo a churrasqueira no quintal, abro uma cerveja e fico sentado escrevendo qualquer coisa esperando amanhecer. Ela levanta, senta um pouco do meu lado, dá um gole da minha cerveja, um beijo no rosto, diz que me ama e volta a dormir… É, eu não devo ser tão ruim assim…






